Autovalorização e Metas por Jorge Olguin

Autovalorização e Metas

Pelo Dr. Jorge Raúl Olguín.

Para Projeto Consciencia Maior

Revisão Aijalom Wagner. Tradução por Lorena Group

Vamos a tocar o tema do que se pode, o que é difícil de conseguir e que nós mesmo com diferentes atitudes nos fechamos e negamos a possibilidade de conseguir um resultado adequado seja no que for, seja no trabalho, no afetivo, alguma aspiração ou algum desejo que não deixamos sair, uma expectativa que fica na metade do caminho…. e isso se deve a que esses roles do ego que temos tão aprisionados dentro de nós mesmo, mas que não querem se soltar porque estão confortáveis dentro de nós. São como parasitas de cada espírito, bebem, se nutrem das emoções e nos contaminam. Então muitas vezes a pessoa não chega a se convencer de tudo o que pode conseguir, de tudo o que fazer, do valioso que é seu caminho, do valioso que é seu trabalho diário, do valioso que é existir em cada dia.

 

Muitas vezes me perguntaram – Onde esta a verdadeira felicidade ? – e eu respondo que a verdadeira felicidade esta em aproveitar cada momento. São pequenas migalhas que um vai deixando no caminho e que as vai aproveitando..

 

Meu segundo aforismo, – em uma época que escrevi 316 em uma semana –, diz “a meta é a busca”. E a meta é a busca se interpreta como que cada uma vai em busca de determinada meta, a pode alcançar facilmente ou não, mas o que ocorre quando não se alcança ? Fica descaçando de braços cruzados ? Não. O lógico, o coerente é que continue procurando outras metas porque a verdadeira meta é aproveitar a busca, é aproveitar enquanto se pode.

 

Quanta gente chegamos a conhecer que vai em busca de uma meta, e até chegar a essa meta permanece com seus olhos fechados para não ver as laterais tal como um cavalo com antolhos para que não se espante com o que ocorre ao seu redor. É como aquelas pessoas que vão viajando de ônibus e tem uma excelente paisagem em ambas as janelas. E o único que veem é o relógio para ver o quanto falta para chegarem ao destino. Não vão chegar nem mais tarde e nem mais cedo, a menos que o motorista acelere ou diminua a velocidade, mas por não olhar a janela não vão fazer o tempo mais longo ou mais curto e se perdem por essa impaciência que não tem nenhum propósito, se perdem a oportunidade de aproveitar o momento. Com a vida ocorre o mesmo. A vida é como um grande ônibus onde nossa missão é a de ser útil aos outros, ser útil acima de todas as coisas para nós mesmos, porque se não somos úteis a nós mesmo, não vamos a poder ajudar aos outros, porque não vamos ter a fortaleza nem física e nem espiritual. Mas não aproveitamos essas circunstancias porque temos uma revista diante de nossos olhos e procuramos dias específicos tais como aniversários nossos, aniversários de parentes, aniversários de pessoas queridas, um casamento, uma comunhão para aquele que é um religioso fervente, uma viagem … e me parece perfeito que esses momentos sejam aproveitados, com uma grande alegria, como o natal, como o fim de ano, como a ação de graças na América do Norte. Em México e alguns outros lugares da América latina se comemora “o dia dos mortos”, não como uma recordação, senão que como uma grande festa. Em México e em outros países latinos se festeja a “Santa Muerte”.

 

Mas porque não se pode festejar a uma simples reunião de amigos, uma janta, aproveitar um filme ou uma música, um recital, o de se encontrar com um amigo que faz muito tempo que não se vê, o estar segurando mando a mão de sua esposa, o de se abraçar a uma pessoa querida que se faz muito que não se abraça, uma olhada, um por do sol, sentir a carícia do vento sobre o rostro ?
Isto somente o sentimos na terra, no mundo espiritual não se sente uma brisa sobre o rostro.

Então é lindo aprender e aproveitar cada momento e não invalidarmos a nós mesmos. Mas os mesmos roles do ego que nos mantém de prisioneiros a nós mesmos tal como se fôssemos reféns de esses roles, as vezes nos fazem sentir com pouca capacidade: Isto não vou conseguir, aquilo não é para mim, não devo desejar algo tão alto, devo baixar um pouco o nível … Porque nos limitarmos ?
O mundo é nosso, nós não temos limites, em todo o caso, a nível pessoal meu limite vai a estar onde começa o limite do meu próximo, porque eu não vou invadir sua liberdade para depois conseguir a minha, a menos que esse próximo queira compartilhar e tenhamos uma liberdade em comum.

Esse vai ser meu único limite, depois não tenho limites, não vou conseguir tudo o que se desejo, mas se eu não me auto-limitar, vou pode obter muitas outras coisas mais, vou a poder resolver desejos, circunstancias que antes me pareciam impossíveis vou a ter na minha mão, não vou dizer jamais que isto não é para mim, primeiro verei do que se trata, ou se esta pessoa esta muito longe para mim … Porque estaria muito longe ?, quem sou eu para ser menos ?
Com certeza não sou ninguém demais, mas também, quem sou eu para ser menos ! Djwal Khul dizia: “Todo homem, [ e eu corrigiria por todo ser humano ], é útil na medida em que serve”. Enquanto um seja útil ao outro não temos nada que invejar ao outro, todo o resto são só circunstancias passageiras. É certo que nem todos temos a mesma economia, óbvio que sim, nem todos temo a mesma expectativa de vida, – há pessoas que tem problemas de saúde reais-, nem todos temos físico agraciados para ser o grande Dionisio, ou o fauno o pan, (risadas), mas são circunstancias.
A muitos anos atrás veio uma delegação do Chile, da Universidade Católica, e havia uma jovem de rosto pouco favorável de chamada Tati, tinha uma simpatia tão grande mas tão grande que era maior que todo nosso grupo de Argentina, ficou marcada por sua beleza interior, e foi com a única das jovens que depois de voltarem a seu país que continuamos trocando cartas durante um tempo bastante longo. Então nem sempre é importante a beleza externa se não vai acompanhada de uma beleza interna, de uma pessoa com a qual se pode ter um diálogo profundo, uma pessoa no qual nos sentimos com um desejo de compartilhar as coisas, seja entre um grande amigo, ou seja entre um casal …. porque verdadeiramente, verdadeiramente olhem para dentro de forma genuína, genuína. Não somos nem menos e nem mais do que ninguém. Somos espíritos que encarnamos para evoluir, para dar forças aos outros. O que nos impede de nos abraçarmos aos outros, de darmos as mãos, escutar o solitário, socorrer ao desamparado, levantar ao caído ? Não é somente algo gratificante para eles, também é gratificante para nós mesmo.

Que não sente prazer em estender a mão ? Aquele que não esta a tempo, bom; eu na realidade estou falando para todos, mas obviamente que nem todo o mundo vai digerir estas palavras. O mais importante de tudo é não se autocensurar. Eu jamais vou a chegar a tal ponto .. mas se é para bem, porque não vamos a chegar ? Deixemos que o outro nos diga não, não vamos permitir que nós mesmos digamos não, não o digamos para nós mesmos! Acaso a gente comum, e não é comum denominador dizer: eu não o tenho, vamos pelo sim, ou as vezes quando temos uma expectativa de relação: oh mas este ser não vai me dar atenção, eu sou pouca coisa, mas olha que jovem lindo ou olha que bela mulher, e …. que sabemos como está esse jovem ou essa bela mulher ? Que sabemos os dramas que tem por dentro ? Quem sabe se não precisa de um enorme abraço de nossa parte ? Mas nós nos censuramos: Oh, mas não vai me olhar. Mas como sabe se não vai te olhar ? Você nem sequer se propôs. Todos somos importantes, cada um de nós é importante, o tema é que nós mesmos aprendamos o que queremos, o tema é que nós mesmos aprendamos a respeitarmos, porque se eu não me respeito como é que vou conseguir o respeito do outro ?; se eu não me aceito, oh, sou um invisível, não sirvo para nada, como vou conseguir que o outro me aplauda ? Não é nada mais do que isso o segredo, nos valorizarmos, e traçarmos metas, depois veremos até onde chegamos.

O que mais posso dizer ? Dizem que o amor pode tudo, Deus é amor. Temos uma partícula de Ele ou seja que temos dentro uma partícula de amor que nos inunda. Vamos a expressar ela então! Não significa que todos a aceitem, mas vamos respingar o amor.
É claro, o amor não se impõe, se propõe, nada se impõe, por livre arbítrio, e primeiro temos que respeitar o livre arbítrio do outro, mas uma proposta não esta mal.

Esse é o segredo.

Obrigado.

 


Sobre Administrador

Aijalom Wagner é Escritor, Ufólogo e Espiritualista de Visão Cósmica, dirige o Projeto Consciencia Maior e Compõe Trilhas Musicais dentro do tema Cosmologia.

Publicado em 29 de novembro de 2011, em Artigos Metapsíquicos e marcado como , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

Deixe uma resposta

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

You are commenting using your Twitter account. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

You are commenting using your Facebook account. Sair / Alterar )

Connecting to %s