A Mente Espiritual – Introdução do Novo Livro de Aijalom Wagner: A Metapsique
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PROJETO CONSCIENCIA MAIOR ®
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Introdução
“Não queremos, de fato, compreender a nós mesmos, nossos impulsos e reações, todo o processo de nosso pensamento, tanto o consciente quanto o inconsciente, então preferimos seguir um sistema que nos garanta um resultado. Mas seguir um sistema é sempre o produto de nosso desejo de segurança, de certeza, e o resultado, naturalmente, não é a compreensão de nós mesmos. Quando seguimos um método, obrigatoriamente estamos seguindo uma autoridade – o professor, o guru, o salvador, o mestre – que nos garantirá que conseguiremos o que desejamos e, evidentemente, esse não é o caminho para o autoconhecimento.”
O homem sempre foi curioso daquilo que está a sua volta, porém não parece haver a mesma curiosidade em relação a si mesmo, pois estando atento a rotina mecânica do trabalho, dos compromissos familiares e educacionais, parece estar desligado, e dormindo segue sem nem mesmo conhecer aquele que certamente é sua companhia primária; a própria mente
As considerações iniciais do irmão Krishnamurti falam sobre a questão da não compreensão do homem em relação a sua mente, e certamente uma compreensão requer aquilo que o homem moderno menos pratica que é a paz, a atenção e a observação. Assim podemos entender que uma vez que precisamos nos compreender, esta compreensão, o processo de compreensão, não difere de qualquer meio de entendimento sobre qualquer outra coisa.
Como nos comportamos quando queremos entender algo? Obviamente prestamos atenção e observamos, atento aos detalhes, isto requer uma capacidade de relaxamento e captação inteligente, mas como pode um indivíduo compreender a si, o meio, seja o que for se atende as sugestões rotineiras das palavras? Como pode compreender-se se está sempre agitado? Procurando novos anseios e conhecimentos sem antes poder diferenciar os dados que nem sequer se põe a observar?
Portanto qualquer pessoa, sem exceção, que seja hiperativa, sem atenção e sem observação, logicamente desprezará a si mesmo quanto aos processos da mente. A atenção vem de uma mente tranquila, sem conflito, e isso é a paz que nos traz a verdade, não a verdade do outro, mas uma experiência única e pessoal, mas não sem antes poder observar os detalhes, comparar, medir e reter.
A retenção do conhecimento não pode depender de uma visão pessoal baseada na experiência de vida, da memória e do pensamento, isso são emoções contraditórias e o homem apenas estará olhando para si mesmo, e é isso que origina as pessoas egoístas, estão completamente conectadas com as próprias sensações, presas em si, sem liberdade de pensamento, pois seus pensamentos são cópias extadas de informações e dados alheios, não pode dizer que descobriu algo.
É de fundamental importância ver por este lado: a minha verdade, que é a verdade do outro quando todos estão ligados na visão universal de que somos a mesma consciência, o contrario disso é o que aí está, as pessoas estão em conflito e competições constantemente sugestionando-as a se manterem dentro de si mesmas, alimentando o corpo como quem alimenta um cavalo, e o pior, não sabendo a diferença entre si e um cavalo propriamente dito.
“… quando aceitamos o que é, sem tentar evita-lo, alcançamos um estado de ser em que toda luta cessou. Este estado de ser é criatividade e não resulta de esforço”.
Toda análise tem de passar pela prova desta paz da mente, desta idéia que nos controla, controla nossas ações, pois quando a idéia, seja qual for, está baseada numa idéia predeterminada. Por isso quando trato de Ufologia não trato do que é, mas de uma busca vazia, pois a busca é sair de um estado para outro onde o eu não sabe se situar, o conhecimento advém sem esforço porque o esforço vem da luta e certamente que surgindo de nós mesmos, o conhecimento tem de ser criatividade.
A noção de si mesmo é aceitar o que é, e nisto não deve haver conflito algum, pois é uma realização natural, não se fundamenta numa idéia, num sentimento, numa busca, num ideal de ser, qualquer manifestação que venha do sentimento é em si mesma uma manifestação de um eu, e não é o todo, não faz parte do outro.
Seria útil tratar da questão do suprafísico da forma como se sugere; uma idéia de crença, mas,uma vez que estamos em paz, atenção e observação, não é preciso a busca, a luta, o conflito. A crença é quando não compreendemos e então criamos a crença como forma de abraçar isto e buscar argumentos para nossas verdades separatistas.
Dentro de nós há um mundo muito mais próximo do que o mundo que abraçamos com os sentidos físicos, o mundo interior é sim a própria origem deste mundo externo e é nele que se situa a projeção de uma realidade, aquilo que é.
Se a vida mundana diária nos traz todos os elementos ilusórios que acreditamos, serem nossas próprias mentes, então este é o mundo do que não é, o mundo do que é, é outro, aquele que está implantado desde o início de nossa linha de memória. A mente se desvanece a medida que se identifica com um eu baseado em emoções, meras reações a desejos atendidos e ilusões, e desejos não conquistados.
Quando o cético evita coisas que se relacionam com um introspecção de conhecimento e que nos projeta a uma realidade suprafisica, tendem a evitar conflituosamente, é assim os esotéricos em relação aos céticos, se sentem agredidos, seus eus passam a desejar ainda mais a fenomenologia, mas isto é apenas uma forma de manifestação da mente, que lhes apresenta suas próprias fantasias, assim como no cético seu conflito é manifestação da luta que se tem contra a idéia, porque neste tipo de mente não há ação, há apenas idealização.
“A idéia é o resultado do processo de pensamento, o processo de pensamento é a reação da lembrança, e a lembrança é sempre condicionada. A lembrança está sempre no passado e cria vida no presente, despertada por um desafio. E todas as lembranças, adormecidas ou ativas, são condicionadas…”.
Quando tratamos dos assuntos que abordam a temática espiritual, é claro que estamos a falar de uma relação entre dois planos próximos que são o plano 1 e 2 , o plano físico e o plano um pouco mais sutil, onde adentram as consciências exteriorizadas daqueles que deixam o organismo, embora este plano seja denso em relação aos níveis acima. O Eu não pode estar assumindo controle, não que estejamos falando de inconsciência mediúnica, sabemos do perigo que é estarmos expostos as sugestões enquanto temos nossa capacidade analítica diminuída, entretanto tratamos do Ego no momento da captação, que não deve fazer parte do eu, porque assume o controle dos conceitos.
Sendo assim, pode haver sempre uma pequena canalização de uma fonte que não se situa no Eu, mas esta comunicação não é plena assim como não é plena a comunicação que temos diariamente com o outro, se esta comunicação aflora desde uma noção egoísta sobre todas as coisas, onde há os problemas humanos perpetuados pelo sofrimento que a mente capta, esta mente jamais poderá obter uma clara percepção de algo mais consciente.
O criticismo da mente conturbada pelo excesso de informações não pode apaziguar-se e desfrutar da realidade sutil, a realidade de uma mente assim são apenas informações copiadas e não se baseia numa entrada real da mente nestes níveis sutis. Uma mente que está sempre a julgar as coisas, não pode compreender como tudo funciona, se sabemos o que está errado numa maquina que queremos que funcione, se conhecermos seus mecanismo podemos, dentro de um conhecimento técnico disto, concertar ao invés de criticar o funcionamento da maquina, assim o mundo é uma maquina que é preciso conhecer, não saber como funciona o meio em que vivemos nos torna vitimas e a vitima está sempre a criticar.
Um moderno cético, ou um moderno esotérico, místico não pode conhecer a sim mesmo, porque os processo em que eles estão envolvidos contem idealismo baseado no puro aprendizado moral em que estão inseridos. A crença e a descrença pertence ao Eu, que trabalhando com dados prévios somente computa com estes dados, e assim não pode compreender outra coisa sem antes deletar seus conceitos pessoais, copiados e não experimentados.
“O importante, então, é nos mantermos cônscios em todos os momentos, sem acumular as experiências trazidas pela conscientização, porque, no instante em que acumulamos, só nos conscientizamos do que está de acordo com essa acumulação, com esse padrão, com essas experiências. Nossa conscientização torna-se condicionada pelo que acumulamos, de modo que não há mais observação, mas simplesmente interpretação. Onde há interpretação, há escolha; e escolha cria conflito, e no conflito não pode haver compreensão”.
É muito fácil compreender porque a maioria dos indivíduos não pode e nunca pode em sua linha histórica, experimentar algo por si mesmo; sua mente esta abarrotada de si mesma, esta sempre lendo aquilo que gravou e não aquilo que se descobre quando a atenção está presente, e isto é condicionamento, quando não estamos conscientes do todo, mas de si mesmos pela falta de analise. Não há uma só condição consciente, há a consciência comum, a de que estamos fazendo algo, querendo algo e recebendo os dados, separando o que nos convém. Há a condição consciente mais elevada e real, que é a quando não estamos conscientes rotineiramente, porque esta consciência que exercemos diariamente é orgânica e mecânica, simplesmente. A condição de consciência que nos leva a realidade da existência não julga, não separa para si, nem amontoa ideias e opiniões, pois é uma consciência em forma de centelha, que vem para nós, ao invés de vir completamente pois é como um convidado que não pode se sentir a vontade em nossa casa, que é a mente orgânica.
Esta condição consciente de que sempre se falou e que se confunde com nossa própria noção sentimental é a consciência. Não há condicionamento porque entendemos como as coisas sãoe não importa o que ocorra, isto não aflige esta consciência, este Eu é superior ao Eu interno, o eu físico, o eu neurológico reativo. Esta Extra-Consciência aparece ao homem, pela sua crença em entidades divinas como outra coisa que não sua própria condição suprafisica consciente, ela é recebida como manifestação de Deus, de anjos, de demônios, de alienígena, de espíritos de mortos, de idéias, de iluminações, de ciência e de inspiração.
Como o homem nunca está percebendo claramente através desta forma de consciência, sem conflito, sem o Eu, sem a ideia, ele não percebe e julga que tudo vem da mente, que vem da doença, que se origina na ilusão. Mas a ilusão é o que ele mesmo acredita ser, seu conhecimento, porque a verdade nada tem haver com o pensamento e a imaginação nem mesmo com a reprodução de uma informação.
“Você só descobrirá a resposta se experimentar não ter uma opinião sobre isso e não desejar conhecer esse estado criativo. Se quiser conhecê-lo, isso ocorrerá, mas, não será um vazio criativo; apenas uma projeção de seu desejo. Se desejar experimentar o novo estará simplesmente entregando-se a uma ilusão, mas, se começar a perceber as próprias atividades, momento após momento, observando o total processo de si mesmo, como num espelho, irá cada vez mais fundo e atingirá esse vazio essencial, o único estado em que pode haver o novo”.
O “novo” é tudo aquilo que desprezamos porque julgamos não estar de acordo com as ideias que temos; ideias estas que nos impedem a ação, porque nos apaixonamos por elas e nosso Ego se alimenta também delas, porque isso parece provar o quanto somos inteligentes.
O novo é o que não sabemos e evitamos, negamos, e isto claramente é uma não virtude, porque os crentes afirmam sem nunca experimentar, e os céticos negam também sem nunca experimentar, ambos são a mesma coisa sob óticas diferentes: cada um põe o Ego a frente da pura observação, e desconhecem como suas mentes processam, aliás, não tem tempo para tal, pois o tempo para eles é apenas para dedicar-se a estes princípios pessoais. Jamais haverá acordo, jamais poderão ter as mesmas capacidades, porque o Eu, enquanto presente é responsável pela divisão, pela separação da humanidade, e disto vêm os diversos conceitos.
Se o “Novo” é sensível, como pode o embrutecimento dar lugar a simplicidade? Esta simplicidade que não vem do Ego, mas da capacidade de observar os detalhes, de obter saídas e soluções, na verdade não pode ser também fruto da imagem externa, que é grosseira, densa e demonstra cargas de comportamento adverso. A sensibilidade é a simplicidade, o embrutecimento é a complicação. Uma olhada nos conceitos da ciência, uma olhada nos conceitos do esoterismo, ali há a complicação, os diversos dados inconclusivos, de tão difíceis requerem fé, e não há simplicidade nisso, onde não há simplicidade não há logica, é preciso ser sensível para se compreender o que é simples.
A sensibilidade seja em qualquer tipo de comunicação requer senso, sensatez, é base daquilo que se distingue, e as pessoas que usam a formula do tudo é igual a tudo, além de não ser inteligente certamente está apática para qualquer tipo de observação, quanto mais para o esvaziamento de conceitos. Se meus conceitos me comandam, pra que desejarei novos conceitos? Porque conceitos não são palavras, conceitos abrangem uma maior sensibilidade de percepção das coisas; isto não pertence aos apáticos.
Qualquer esforço, busca não pode gerar conhecimento pleno, é claro, um engenheiro terá de aprender certas formulas matemáticas para seus projetos, e a vida de muitos dependem disso, portanto não é do conhecimento técnico que se está a falar, embora este também não indique inteligência, mas organização de ideias aprendidas. O conhecimento a respeito da existência e da mente, como a maquina do corpo opera em relação aos desejos e sentimentos, é que torna o homem cônscio, desperto, seus sentidos o auxiliam nesta captação, e ele estando atento a isto aprenderá mais sobre si mesmo, não pela busca, mas pela paz da mente.
“Você talvez pergunte como se pode existir sem pensar, como se pode manter a mente em branco. Ter a mente em branco é estar num estado de estupor, de idiotice, e a nossa reação instintiva é rejeitá-lo. Mas a mente quieta, que não se deixa distrair pelo próprio pensamento, a mente aberta, pode observar o problema de maneira direta e muito simples. Essa capacidade de observar o problema sem distração é a única solução. Mas, para isso, é necessário que a mente esteja tranquila, silenciosa”.
O homem acredita que, estando atento ao que pensa é que está desperto, porém se isto é estar desperto, o homem, ao errar constantemente como erra, seria sempre responsável pelo que faz, e aí temos o exemplo dos que agem impulsionados pelos condicionamentos que recebe, mesmo no seu pensamento, e isto o torna um demente e idiota perante os tribunais. É este tipo de “consciência” que o torna um irresponsável, se não o é, então acaso é responsável por um assassinato que cometa, por exemplo.
Essa irresponsabilidade provaria sua demência, porque em um ato de desonra, ele esta atento ao que faz, porem ao fim da execução do ato ele se torna um irresponsável, esta é a mente densa, inquieta, buscando, idealizando que resulta em erro, em conflito entre o homem e as ações, entre ele e o meio.
Como pode haver uma mente em paz, se ao estar repetidas vezes indo de um lado para outro o homem procura uma saída para tudo? Não compreende como as coisas são então pretende transformar seu meio a base do criticismo, e ele não age porque, ainda que tenha uma idéia predefinida esta idéia é apática, e ele também o é, e essa soma o torna incapaz em si mesmo.
ma mente embrutecida contra os outros e contra o mundo material não pode deletar-se e receber o novo, somente pode receber mais um amontoado de dados imprestáveis para sua evolução, e pelo seu crescimento real que é o da sensibilidade completa.
Como é possível o homem, neste mundo conturbado, barulhento, estressado e rotineiro, obter uma mente vazia, onde a atenção esta voltada para si como se estivesse do lado de fora, como outra pessoa? Se ele vive de certas coisas e da a isto a autoridade sobre sua vida, então ele não pode ser livre, sua mente não pode ser livre, porque a isto estará ligado. Se ele convive no meio conflituoso, desejando ser uma contra força, para se destacar, para se defender isto o controlará; isto estará dentro da sua mente.
“O que é essencial? Uma mente, que tenha a intenção de compreender, não uma mente que está tentando se concentrar, o que é um esforço de resistência. Se quero realmente entender alguma coisa, minha mente entra imediatamente em um estado de tranquilidade e silencio. Quando você ouve música, ou olha um quadro que lhe provoca emoção, qual é o estado de sua mente? De tranquilidade não é? … a mente fica paralisada, não vagueando de um lado para o outro.do mesmo modo quando queremos compreender alguma coisa, não mais dependemos do tempo, simplesmente nos confrontamos com o que é, com o conflito”.
Não se deve desassociar esta logica também do processo referente ao que é metapsíquico, pois como pode um médium ter a mente assim e jlgar receber alguma mensagem que não de si mesmo? Como se pode confiar plenamente num tradutor que não conhece a língua e não a estuda? Como pode haver canalização se o meio, o canal é roto? Repleto de estados de inconsciência, onde o maestro da mente não está a reger os processos de ordem mental? Como pode haver canalização no meio esotérico havendo Ego, pessoas cheias de conflitos e problemas em suas mentes? Como se julgava um médium no passado hebreu? Se acaso ele falasse do Deus de Israel e não dos deuses pagãos, ele era um bom médium, assim hoje em dia um médium desde que fale de “seu Deus” o “Deus” de sua instituição e agrade seus fiéis, é aceito como um ótimo interprete, porém se fala sobre a estrutura, do homem, da historia, da mente espiritual, sobre o caminho contrario ao caminho dos homens, este não pode ser um bom médium.
Não pode haver consciência com a inconsciência, e uma mente inconsciente não pode defender-se, assim como pode uma mente que recebeu altas doses de anestesia e drogas canalizar? Como pode uma mente condicionada por um único ideal de conhecimento, interpretar conceitos mais completos de dados?Certamente que estes médiuns estão a canalizar para si mesmos, através de suas projeções de desejo e de crenças próprias. Assim como não podem canalizar os indivíduos em geral aquilo que faz parte de seu Eu Superior, porque seu corpo e sua mente estão peados de tantas sugestões e de crenças e de distrações.
Como identificamos um péssimo comunicador em nosso plano físico?É um indivíduo que não repassa a informação de forma clara e completa, direta e compreensível, é um comunicador que sempre põe de si mesmo nas mensagens, é um comunicador que tem um Ego enorme, que se faz ver como iluminado, enviado, canal dos deuses.
Nunca se pode considerar algo que se desconhece. Como posso confiar num canalizador se eu não o conheço? Se não sei como ele trata as pessoas, se não conheço a operação de sua mente? Tudo isso leva a crença, uma crença que não questiona, e que desconhece também aquiloque está a buscar. Porque somos o que buscamos, mas se eu não busco, se estou simplesmente aberto ao que é, se é através da observação das coisas sem interferir que tenho uma noção da realidade, então crer não é o melhor caminho.
“Qualquer movimento da mente, positivo ou negativo, é uma experiência que fortalece o eu… ser integralmente inteligente significa estar livre do Eu”.
Não se está a falar de uma despersonalização sensitiva de si, mas de uma liberdade das amarras dos sentidos do Eu, se deve evitar a inconsciência, porque é nela que surgem as sugestões, se alguém julga receber mensagens do além e está inconsciente, isto aponta para um Eu que se movimenta pela insegurança psicológica, não se pode ter atenção no que acontece, há um problema funcional aí, isto a muito tempo foi colocado, mas o eu se opõe a isso, porque a mediunidade então passa a ser um processo onde o Eu se manifesta, e o Eu sempre justifica seus movimentos.
O Mestre sobre o corpo é o Eu, mas o Mestre sobre a mediunidade é o Eu Superior.
Evidentemente este não é um compendio para cursos, para iniciantes, porque não há iniciante, iniciante é um termo criado por sociedades religiosas para tornar valioso oque ensinam, porque de valioso não há nada. O valor do ensino está no ensino que é aberto, e a evolução esta para todos.
Não há segredo, mistério, enigma, iniciantes, sacrifícios, cerimonias, tudo isto servem para os anseios da instituição, o que há é desinformação, incapacidade de captar a lógica das coisas. De pronto, sem esforço. Esta sim é a verdadeira Gnose, a Sophia.
Se eu digo que dentro de um caixote há algo belo, misterioso e valioso, mas me nego a abri-la, sou um aproveitador de fiéis, crio um segredo, para assim, fazer surgir um desejo de busca, e me aproveitar disso para meu próprio Ego, se digo que somente os iniciantes, que se empenham nas cerimonias podem observar o caixote, então faço dos crentes ainda mais fiéis, e eles jamais encontrarão oque não há. Este é o segredo da maçonaria, dos templários, dos cultuadores de Urantia, Ashtar etc.
Eu faço um desenho, digo que aquilo é um Deus, como um desenho nos dá uma visão fácil de algo que não podemos imaginar então se faz ali um ícone, e um desenho nos dá a impressão de existência, ponho palavras de mim mesmo naquele desenho e para o crente quase que é o próprio desenho que está falar. Isto é muito comum, quando não muito a interferência de uma consciência que não a do canalizador.
Apressado em ter que parecer, o Ego não perde tempo em averiguar racionalmente, pois o Eu conflitua com a razão, pois a única razão que considera é a sua mesma, uma razão própria que não pode jamais resolver qualquer problema.
Aijalom Wagner
Sobre Administrador
Aijalom Wagner é Escritor, Ufólogo e Espiritualista de Visão Cósmica, dirige o Projeto Consciencia Maior e Compõe Trilhas Musicais dentro do tema Cosmologia.Publicado em 13 13UTC janeiro 13UTC 2012, em Artigos Metapsíquicos, Mensagens de Aijalom Wagner, Pensamentos, Saúde Mental, Sociedade e marcado como aijalom wagner, amor, capitalismo, cientologia, critica, dianetica, espirito, espiritualidade, homem, jorge olguin, natal, novas tecnicas, planos espirituais, projeto conscienciamaior, psicanalise, psicointegração, terapias. Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.



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