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Os Engramas na Psicointegração
Publicado por Administrador
O que são os engramas e como eles afetam sua vida
Cada indivíduo além de sua mente analítica com a qual racionaliza e toma decisões baseadas em fatos e conhecimentos também possui outra mente chamada de mente reativa que opera por impulsos.
A mente reativa não armazena memórias tal como nós a conhecemos, senão que tipos particulares de quadros de imagens mentais chamados engramas. Esses engramas são um registro completo, até o mais mínimo detalhe de cada percepção presente em um momento de “inconsciência” total ou parcial que contém dor física e emoção dolorosa.
Esses quadros de memórias ficam em um banco de engramas, que é o depósito ou arquivo de onde se nutre a mente reativa e em consequência o indivíduo vai desenvolvendo compulsões, psicoses, neuroseis, repressões e se torna impedido de racionar livremente, bloqueando seus mecanismos de análise
Os engramas são como ordens hipnóticas de alto poder, que inibem o raciocínio da pessoa, fazendo que a mesmo se maneje por impulsos. E apesar de serem bastante prejudiciais neste época da sociedade eles tiveram um papel fundamental na evolução da espécie a milhões de anos atras quando a mente reativa era necessária para sobreviver. Pois ao se basear em impulsos permitia ao ser primitivo fugir diante de um perigo imediato ( um tigre dentes de sabre por exemplo ) ou capturar uma presa ao instante de ver ela. Como sua mente possuía um cérebro de 500 cm³, naquela época ainda não estava capacitado para racionalizar no sentido abstrato, por isso primava o impulsivo sobre o imediato. Não tinha que decidir, apenas tinha que atuar …. e a mente reativa atuava sem pensar.
Com o tempo o ser humano foi desenvolvendo sua capacidade craniana, até chegar ao homem atual, o homo sapiens sapiens. E então surge a mente analítica, também chamada de mente consciente, criando assim um conflito de poderes.
A que se deve isso ? A que a primeira mente esta “gravada” no código genético desde faz milhões de anos e a segunda, a analítica, apenas esta com a humanidade somente a dez mil anos, e ao não ser impulsiva, reage mais tarde.
Como exemplo será descrito uma anedotas vivenciada pelo prof. Dr. Jorge Raúl Olguín:
Estava em um ponto de ônibus esperando um transporte público e ao meu lado estava um homem com uma criança de quatro anos. A criança não ficava quieta em nenhum instante mesmo com as advertências do pai. Em um momento determinado, o pai reagiu e, levantando a criança do braço, começou a chutar descontroladamente nas pernas e o deixou cair como um fardo. Aos cinco segundos reparou no que havia feito e levantou a criança que chorava escandalosamente, cobrindo ele de beijos.
Que havia ocorrido ? O homem havia sido vítima de sua mente reativa, atuando impulsivamente. Logo apareceu sua mente analítica, a que racionaliza antes de atuar. Mas ao ser mais lenta, não foi capaz de evitar o fato.
A mente analítica é a mente que racionaliza, que avalia as possibilidades antes de tomar uma decisão. O ser humano já não se maneja com instintos nem atua com impulsos. Isso transforma em fútil a atividade da mente reativa, pois raciocínio substituiu ao instinto, mas …. É realmente assim ? Se analisarmos, veremos que a mente analítica é a que se expressa logo depois de analisar e a mente reativa é a que reage automaticamente sem analisar. Portanto, como o surgimento da civilização, essa primeira mente já não teria razão de existir, mas ainda continua influenciando a conduta do ser humano.
Outro dos frutos da mente reativa é o ego, o obstáculo mais grande para o desenvolvimento pessoal, fazendo com que o indivíduo protagonize através de diversos eus. Esses “atores” fazem rol de vítima, de ofensor, de juiz, de inquisidor e passam de uma estado de soberbia, a um de drama ou de falta de autoestima em instantes.
O ego é a raiz dos engramas e esta enterrado na mente reativa. Se não houvesse ego, não existira a possibilidade de gerar engramas. Os diferentes traumas não teriam poder, pois o inconsciente não daria tempo para os desejos ocultos e o eu consciente estaria em harmonia.
No caso de recém-nascidos, eles não possuem mente analítica, pois é puro instinto, necessário para sua sobrevivência. De todas as maneiras, a medida que passam os messes, vai germinando no bebê “essa mente que racionaliza”. Uma prova disso é quando levam a criança para o médico (que o prof. Dr. Jorge Raúl Olguín comprovou com sua neta Narella) e começa a chorar mesmo antes de que o profissional a revise.
Que mecanismos faz o bebê chorar ? O Consciente ou o inconsciente ? Ambos: Se consideramos como inconsciente a mente reativa, esta tenta se defender de uma suposta agressão e o bebê reage em forma de choro. Mas essa agressão foi previamente detectada pela mente analítica da criatura que, a sua maneira e ofuscada pela mente reativa, mal interpretou a revisão médica.
A partir dos dois anos de vida aproximadamente, a mente analítica passa a formar parte do mundo das sensações do ser humano de forma definitiva. Mas a mente reativa, que até esse momento era absolutamente necessária para definir uma conduta que chame a atenção, começa a absorver de forma gradativa o conhecimento da segunda. Assim aprende a “pensar”, mas racionaliza de forma impulsiva.
Assim nascem os enganos, porque a mente reativa que até o momento era útil para a sobrevivência, faz crescer o rol do ego conseguindo que o pequeno ser humano comece a necessitar mais do que o necessário, criando roles de controle. Então se gera um novo quadro: a mente reativa continua em expectativa do ambiente, mas agora calcula com que estratégia pode tirar mais proveito dos outros.
Por isso podem surgir diferentes facetas de comportamento, e a pessoa pode mudar de humor de um instante para outro. Essa transformação é provocada pela aparição da mente analítica que, mais tarde, terá que se ocupar de integrar os diferentes “eus” criados pelo ego.
É paradoxal, a mente analítica deu para a mente reativa as ferramentas para que essa comece a manejar seus impulsos e transforme suas necessidades primárias em um inesgotável apetite de controle. A partir disso a mente analítica será a encarregada de causar o impulso egoísta da primeira.
Outro exemplo de engrama seria o seguinte: o marido derruba a sua esposa com um soco deixando ela “inconsciente” ( as aspas significam que se bem que a esposa esta inconsciente analiticamente, porém esta consciente reativamente ).
Logo, enfurecido lhe da um chute nas costelas e lhe diz que é uma farsante, que não é boa, que sempre esta mudando de opinião. Contemporaneamente a estos fatos, uma cadeira cai no chão juntamente com o ruído de uma torneira que esta soltando um jato de água.
E além disso, no momento em que a mulher esta desmaiada passa um automóvel em frente à janela da cozinha fazendo soar uma estrondosa buzina.
O engrama contém um registro contínuo de todas essas percepções.
O problema com a mente reativa é que “pensa” em identidades: uma coisa é idêntica a outra. A equação é A=A=A=A=A.
Ou seja, a dor do chute equivale à dor do golpe que equivale a cadeira que cai e equivale ao carro que passa que equivale ao barulho da água saindo pela torneira que equivale ao fato de que é uma farsante que equivale ao fato de que não é boa que equivale ao fato de que muda de opinião que equivale ao tom de voz do homem que a bateu que equivale a emoção de que é uma farsante equivale a dor do chute que equivale à sensação orgânica na zona do chute …
Significa que cada percepção do engrama equivale a qualquer outra percepção do engrama. No futuro, quando no ambiente estiver presente elementos suficientes que são similares aos que se encontram no engrama, ela experimentará uma reativação do engrama.
É dizer, se em uma tarde a torneira estiver aberta e ela escutar o som de um carro que passa do lado de fora e ao mesmo tempo seu marido ( o homem em seu engrama ) a repreender por algo, em um tom de voz similar ao que usou no engrama original, ela experimentará dor na costela (onde foi machucada anteriormente). E as palavras que se falaram no engrama poderiam se converter também em ordens no presente: ela poderia acreditar que não é boa, ou a ideia de que sempre estava trocando de opinião. A mente reativa dirá para ela que estava em um lugar perigoso.
Se ela permanecesse aí, a dor nas áreas onde foi maltratada se poderia converter em uma predisposição à doenças ou na doença crônica mesmo. A esse fenômeno de “acordar” o antigo engrama se chama de re-estimulação.
A mente reativa não é uma ajuda para a sobrevivência da pessoa, pela excelente razão de que ainda que é o bastante forte para resistir durante a dor e a “inconsciência”, não é muito inteligente. Tenta “impedir que uma pessoa se coloque em perigo”, e ao impor o conteúdo de seu engrama, pode causar medos e emoções não desejados e desconhecidos, doenças psicogênicas ( mal chamadas de “psicossomáticas” ) e dores que seria melhor não ter.
A solução da mente reativa
Depois de descobrir a existência da mente reativa e de seus engramas, L. Ronald Hubbard desenvolveu técnicas bastante precisas para se ocupar dela. Essas técnicas podem “apagar” de forma definitiva o conteúdo da mente reativa e eliminar a capacidade de tais que gravações afetem a pessoa sem seu conhecimento consciente
Além disso, põe a disposição do indivíduo essas memória, antes oculta, como memórias na mente analítica, em cujo caso as lembranças já não são aberrativas porque não são engramas, senão que experiência consciente.
A efetividade dessas técnicas, assombrosa em muitos casos, foi documentada em uma multitude de casos durante quase pouco mais de médio século de aplicação.
O clear
A meta da Dianética é um estado novo para o indivíduo, que se tem procurado ao longo da história, mas que nunca se havia conseguído antes de Dianética. A esse estado se chama “Clear”.
Um Clear é uma pessoa que já não tem sua própria mente reativa e portanto não sofre nenhum dos efeitos negativos que este possa causar. O Clear não tem engramas que, ao se re-estimular, confundam a correção de sua computação e introduzam dados falsos e ocultos.
Ao se fazer Clear a pessoa fortalece sua individualidade e a criatividade inata da pessoa, e de nenhuma maneira reduz essas qualidades. Um Clear é livre em relação a suas emoções. Pode pensar por si mesmo e experimentar a vida sem as travas das inibições que ditam, de maneira reativa, os engramas do passado.
A capacidade artística, a fortaleza da pessoa e seu caráter individual são, todos eles, traços que residem na personalidade básica do indivíduo, não na mente reativa.
Os Clears tem confiança em si mesmos, são felizes e geralmente tem sucesso, tanto em sua profissão como em suas relações pessoais. É um estado que qualquer pessoa deseja e que quase qualquer pode alcançar.
De fato, milhares e milhares de pessoas conseguíram o estado de Clear:um tributo vivente a funcionalidade das descobertas de L. Ronald Hubbard e da tecnologia que ele desenvolveu.
As qualidades do clear
O estado de um Clear nunca se havia conseguído na história da humanidade. Um Clear possui atributos fundamentais e inerentes a alguém que não o é e nem sempre o pode ter; atributos que o homem não suspeitava e que não estão incluídos em considerações do passado sobre suas habilidades e comportamento.
O Clear esta livre da aberrações ou das doenças mentais, ativas ou potenciais; é autodeterminado; é vigoroso e persistente; não esta reprimido; é capaz de perceber, lembrar, imaginar, criar e computador a um elevado nível acima do normal; é estável mentalmente; esta livre em relação as suas emoções; é capaz de aproveitar da vida; é menos propenso a sofrer acidentes; é mais saudável; é capaz de racionalizar com rapidez; é capaz de reagir com velocidade.
A felicidade é importante. A capacidade para dispor da vida e do ambiente em forma de que se possa aproveitar melhor, a capacidade de tolerar as falhas de nossos semelhantes, a capacidade para ver os outros verdadeiros fatores em uma situação e resolver os problemas da vida com precisão, igual que a capacidade para aceitar e assumir responsabilidades: esses aspectos são importantes.
Não vale a pena apenas viver a vida se não se pode aproveitar. O Clear aproveita a vida em um alto grau, já que pode fazer frente a situações que, antes de alcançar esse estado, o teriam despedaçado.
A capacidade para viver bem, com plenitude e aproveitando a vida é o dom de ser Clear. A uma pessoa que já não tem sua própria mente reativa se chama Clear. Se deixa com tudo o que ela realmente é.
Traduzido e adaptado de:
http://grupoelron.org/autoconocimientoysalud/elengrama.htm
http://grupoelron.org/autoconocimientoysalud/mentereactiva.htm
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