Arquivos do Blog

Artigo de Critica Social – por Aijalom Wagner

(c)Permitida a reprodução com citação da fonte. 2011

Este slideshow necessita de JavaScript.

Existem coisas que não queremos ser, existem conceitos onde não queremos estar incluídos e isso é uma fuga e um conflito. Estamos buscando alguma forma de poder, uma forma de manipular, como num jogo onde queremos sempre ganhar enquanto outros estão desesperados por causa da sensação de derrota.

Tudo isso começa justamente numa luta entre nós e os outros, acordamos todos os dias e olhamos no espelho e acreditamos que a luta de cada dia é o sentido da vida. Não. O sentido da vida depende de pessoa para pessoa, umas anseiam em estar sempre somando, digo somando e não construindo, porque construir é agir, agir em relacionamento, em percepção e inteligência, não somar e amontoar para si, proteger isso, sustentar isso, sem objetivo algum de doação, mas tão somente por objetivo de auto adoração.

O que as pessoas afirmam quando estão protagonizando e comunicando aos outros sua justiça? Elas afirmam por exemplo que não têm inimigos, que não amam o dinheiro e que desejam uma sociedade mais justa, porém sabem que é impossível uma sociedade justa quando se tem na verdade uma luta entre nós e os outros numa inimizade formada a partir de competições, desprezo e manipulação, sabem que é impossível uma sociedade menos doente pelo dinheiro quando nós mesmos amontoamos dinheiro, o mínimo que seja e fazemos questão do mais mísero valor, fazemos questão de nos separarmos dos outros, quando queremos apenas nossa própria vontade atendida e a dos demais que os raios o partam.

Se fala de ação, se fala de participação e de divisão das posses, isso é justiça e honestidade, mas quando tudo que há são para aqueles que estão numa ação semelhante de amor e colaboração. Mas qual é a ação contraria a isso? Não seria algo que contradiga nossas afirmações de justiça que são falsas? Quando pelo contrário agimos sempre concentrados em nós mesmos?

Tudo quanto uma pessoa egoísta faça é fácil perceber a força de sua estupides e de quão poucas luzes possui. Quando não variam suas decisões e escolhas é porque estão concentrados no medo de ter que se abrir e estarem livres, quando não encontram a alegria, os detalhes da ação do bem é porque temem a ação que trará consigo uma certa renuncia, e preferem se sentirem superiores aos demais, e se enclausuram, tudo lhes é conflito.

O Amor, uma vez que está relacionado com a liberdade e a satisfação, a gratidão, não visa nada, pois não é um sentimento, independente das limitações do sentimento que é bipolar a todo momento, e sendo o amor incondicional ele independe das condições, pois não enxerga, logo, não visa, não objetiva, porque se assim fizer o eu estará ali, e o eu pede, pede e pede.

Sendo a felicidade o amor e a liberdade, é satisfação, não depende de ter algo ou não, pois não se evolui pelas posses, e as posses, as coisas causam a inveja e não tem vida. Alguém egoísta vive centrado numa noção falsa do eu, onde esse eu está desassociado da realidade, do que é. O egoísta não pode amar, pois amor é desapego, é incondicional, é felicidade baseada na satisfação com o que é. Não está nunca em conflito, e pessoas egoístas estão em conflito, pois o medo de perder é um conflito, a competição é um conflito.

Pessoas egoístas não podem ser felizes pois felicidade não existe quando se está preso e se está buscando algo, quando se está protegendo algo a sua própria noção falsa de alegria, não podem ser felizes porque estão sempre insatisfeitos, o que é um conflito, pois gera reclamações, luta e anseio por competir e somar, se esquecendo do outro como seu complemento, e coisas desses tipo lhes soa algo intrancedente, pois tudo é inalcançável quando se está lutando contra si mesmo e contra o mundo.

Certa vez um Mestre indiano deu uma ótima comparação entre um patife e um burro, um burro tem a sua frente capim amarrado a uma vara que é segurada por quem o dirige fazendo-o sempre se esforçar por caminhar mais,  achando que se esforçando com a carga em suas costas, alcançará o capim. O egoísta jamais pode ser inteligente, pois não tem noção da sua ação destrutiva que é se esforçar por obter, e ao mesmo se torna falsa e contraditória sua vida, pois ele sempre continuará demonstrando que se preocupa com a sociedade, mas não é a sociedade que ele está servindo é a ele mesmo, logo ele é tão assassino quando os homens do poder, pois o poder também uma ferramenta que usam para sempre terem mais que os outros.

As pessoas falam muito sobre amor ao dinheiro, sem saber exatamente em que isso implica que significado tem e nem mesmo sabem ou percebem que são o egoísmo em pessoa. Amor ao dinheiro não é algo do tipo prover as necessidades com uma reserva de dinheiro, mas é prover as necessidades com uma reserva de dinheiro a base da manipulação, da não visão dos problemas da sociedade. Não agem na ação construtiva, na verdade não se deve nem pensar em agir ou se esforçar, tão somente aquietar a mente e perceber estes sentimentos ilusórios em nós mesmos, identificá-los e ai sim, deixar fluir uma transformação de consciência. É importante falar disto pois se fala muito em conscientização, em conscienciologia, mas não se pode transformar algo sem uma ação imediata não baseada em desejos, porque querendo ser algo, não sou esse algo e se cria aí um conflito, uma necessidade, e onde há necessidade não há felicidade.

É a própria necessidade que cria o egoísmo, talvez esse seja um dos poucos sentimentos que a pessoa se dá conta pois percebê-lo destruiria a força do ego. Não se deve agir pelo sentimento, pois sentimento não passa de dados colhidos com a experiência, a imaginação e a informação, não são nada além de dados e não estamos falando de mudança pelo desejo de mudar, mas mudar pela paz da mente, pela auto percepção, que vem quando estamos despertos, concentrados nas utopias que estes sentimentos criam.

Como estamos falando de ações destrutivas do egoísmo, e isto vem através a afirmação de justiça, não ha talvez uma região da sociedade onde isso mais seja comum como na religião, tomemos o cristianismo, por exemplo, ele é baseado na mensagem do amor e da doação e mesmo assim se prega o dízimo, onde 10% são para Deus e 90% são para o homem, pois bem, o homem tem mais necessidades do que Deus, mas de alguma forma Ele ainda precisa dos 10%, uma vez que é uma doação, este dinheiro deveria ser aplicado mais em serviços ao próximo do que oferecidos em sacrifício (trabalho é sacrifício) a um Deus sentado em trono de outro, que vive na riqueza de um paraíso de ouro.

Nisto o egoísmo está implantando, embora Deus não seja isso, é essa a mensagem do cristianismo. Quando conversava com um jovem rico Jesus não disse a ele: Dê 10% de tudo que tens a Deus. Mas disse: Dê tudo que tens aos pobres.

Isto é uma morte para esta condição egóica de poder e riqueza, pois isso é imensuravelmente uma loucura para quem está em conflito, que vive de ânsias, de esforços por obter e proteger o que tem, inclusive não restituindo ao pobre o que lhe é tomado (no caso das indústrias), e também cobrando a todo o momento algum reembolso por algo que deveria ter sido feito em ação construtiva de doação.

Fala-se em nova sociedade, sociedade justa, porém não sequer uma justiça, e isso é obvio, na classe hierárquica não pode haver justiça, uma nação que não restitui os impostos de forma inteligente não pode ser justa, uma pessoa que amontoa mais desejos do que ações não pode ser justa, pois os desejos apenas dirigem suas próprias necessidades.

A ansiedade de consumo criou nas pessoas uma programação ininteligente, onde elas perdem a noção do Eu e de suas próprias capacidades de liberdade, buscam o amor estando presas ao desejo por uma coisa, não pela atividade baseada na paz da mente e no serviço.

Não é a doação um ato plenamente justo, porque embora se possa doar, talvez se esteja tendo algum interesse nisso, e interesse é protagonizar, fingir, se esforçar, auto adoração e roubo. Quando se faz algo pelo sucesso se faz por si mesmo e aí já não há doação, mas investimento nos próprios desejos egoístas.

 

Sem muito aprofundar os detalhes sobre artigos e leis, estaremos a falar do problema que os chamados “direitos” ao cidadão implicam nas relações sociais, eliminando a sinceridade e introduzindo a mentira, a deslealdade e o interesse destrutivo na família.

 

A hipocrisia está espalhada e subliminarmente presente nas mentes da maioria das pessoas sem que elas se apercebam disto. A supervalorização imposta é um dos maiores problemas desta sociedade junto com o ego e a ignorância.

 

A supervalorização imposta diz que você é obrigado a dourar as coisas porque do contrario você será um preconceituoso, e na verdade as coisas devem ter seus próprios valores inerentes independente de opinião. A mulher, por exemplo, ela é em si supervalorizada de maneira imposta, mas contrario ao seu valor real de ser humano, ela é supervalorizada simplesmente por ser mulher e isso constitui um problema para a sociedade.

 

As pessoas que vivem com seus companheiros e companheiras nesta sociedade consumista e moderna não sabem mais se identificarem como parceiros de atividades, de evolução e de humanidade, se identificam resumidamente em torno dos direitos de pensão, testamento, heranças e posses.  Na morte de um parceiro o outro recebe o que é seu, ou comparte as coisas do defunto com outras pessoas, geralmente gerando brigas, processos e caos familiar.

 

O erro está no chamado direito, ora, isto não é direito, desde quando alguém tem direito de obter o que é meu sem meu consentimento, e ainda sim, uma intervenção judicial pode dar a antigas namoradas, parceiras, irmãos amigos e familiares, o direito baseado numa constituição que não pode manter as pessoas ou que parece dizer que as pessoas não podem se manter por si mesmas, e assim repassa as posses de alguém à outra pessoa.

 

Bem, não levamos para o túmulo o que deixamos, mas pensemos como quem fica; estão todos falando do direito de trabalhar que as mulheres sempre estiveram lutando, bem eu não acho que uma mulher de verdade em termos éticos queira viver com o que é dos outros, mas se receber é sempre bom para um ego contraditório o que se pode fazer?

 

Estes tais direitos geram as noticias diárias a respeito de filhos que matam os pais para ficar com algo deste, das separações de 6 meses, sim, o tempo suficiente para uma mulher tomar o que um homem tem ou vice-versa. Há outro fato, o de filhos poderem obter dinheiro dos direitos quando seus pais estão presos e digamos não é pouco.

 

Será que também isto não está definindo que tipo de pessoa é a ideal para integrar em uma relação? As historias das princesas que se casam com os filhos dos reis, elas mesmas de famílias pobres, de repente estão ricas e os rapazes que exploram homossexuais como uma mulher pode explorar um homem? Esse “direito” na verdade é uma compra, um dote, um aluguel?

 

Não é possível acreditar que é possível ter boas relações amorosas sendo um pobre desempregado, de repente este individuo esta bem de vida e o “amor” que outorgam as relações passa a existir? Há algo de errado com os relacionamentos, o numero de mulheres que procuram homens estrangeiros é sem precedentes, a era da internet torna isso possível, mas o que não é admissível é que a palavra amor esteja no meio disso, não foi isso que os grandes sábios se referiam quando falavam de amor.

 

As pessoas simplesmente defecam em cima dos ensinamentos e da lógica. Frases do tipo, “dá tudo que tens aos pobres”? Isso está defecado por esse espirito do dote, dos direitos financeiros em cima da desgraça alheia, se eu der tudo aos pobres como conseguirei minha própria princesa? Um beijo certamente não me tornará um príncipe.

 

Onde não há o dinheiro, perceba leitor, não há o tal amor afirmado por filhos de papais e dondocas delicadas, estes abundam nesta hipocrisia de não admitir seus interesses desleais, aguardam suas pensões desde o primeiro dia da mesada, quando obedeciam apenas pela compra do dinheiro. Malditos sejam os que amam o dinheiro, que o acumulam até o teto quando o mendigo é dispensado pela mentira.

 

É muito fácil afirmar que se ama quando a situação é toda a favor, quando o pão nunca falta a mesa, mas só basta pararmos de ser hipócritas e mentirosos e observarmos que não é o que acontece, é muito comum ver relações de qualquer tipo acabar pelo consumo. Bem o macho Alpha que era poderoso e derrotava o mais fraco hoje não é o homem homo sapiens sapiens (homem que sabe que sabe), mas o homem que sabe que tem, e não me importando como rotularão estas opiniões elas certamente não vem de um homem rico, que por sinal seria tido como homem experiente, mas contrariamente isso parecerá traumático e eu acho isso muito engraçado.

 

De quem é a culpa? Da natureza humana? Não, é da constituição, do sistema monetário, deste capitalismo, ela agora governa nossos sonhos, queremos tudo àquilo que possa garantir muito dinheiro, os tempos são difíceis e é muito mais fácil casar com quem tenha, do que poder mudar o próprio meio com as próprias forças.

 

Jamais será justo se tornar um homem Alpha e deixar de ser um homem Beta, pois para que? Pelo amor das mulheres? Sejam elas valorosas pelo que fazem e pelo que são capazes e não somente por serem mulheres, o sexo em si não é o valor de ninguém, ainda mais quando se aproveita do sexo oposto em mentiras a respeito do amor, estas paixões se baseiam em votos e em trocas, e não é este o amor que prego, que não vê absolutamente nada além, o serviço ao outro, quem quiser ser o maior que sirva os demais, mas esta sociedade do ser servida é o que importa mentalidade feminista idiota que cega nossas mulheres há milênios, sim o feminismo é antigo elas mesmo em silencio tomaram tudo que puderam, e hoje pela constituição levam seus filhos, sim, assedio infantil, posse dos filhos só por ser mulher…

 

Onde estão nossas verdadeiras mulheres? Não, elas não estão casadas esperando a morte do marido ou a separação, elas estão em serviço, como os grandes homens estão, servindo não as nações, mas as pessoas que sofrem que estão feridas em batalha, que estão sentados ao pé do Mestre para aprender, estão ensinando suas filhas não o amor do filho rico do vizinho, mas o amor absoluto, eu não sei onde estão estas pessoas, mas os planos suprafísicos elevados estarão cheios destas.

 

Somente nossos filhos, indefesos podem receber oque é nosso, o que lhes é devido, fora isso, é um espirito interesseiro que está sendo instalado. A criança deve ter seus direitos, mas um adulto, que trabalha que busca o lucro, não pode se virar? Estamos criando maquinas de sugar dinheiro com estatutos idiotas que não servem de absolutamente nada, é a forma do governo de não arcar com nada, as pessoas são autossuficientes para escolher o que desejam para viver, mas não podem ser autossuficiente para vencer o mundo e evoluir nele?

 

É pequeno, é mesquinho este meio de pensamento em relação a casamentos, namoros, tudo é vão e defasado, as pessoas não procuram mais nada para fazer, a melhor relação é a que caminha apenas para a experiência e o aprendizado, a evolução, mas a que se resume tudo isso? O carro para passear, a cozinha equipada, a sacada de frente para a praia, a pensão e as heranças, a forma mais fácil de ter dinheiro depois das drogas, da igreja e do roubo direto.

 

Amar é dar liberdade às pessoas, amar é aceitar as pessoas como são, mas amar é acima de tudo ser grato às pessoas ainda que não tenham nada a oferecer. “se amas apenas quem te pode amar de volta, que galardão esperará ter?” como podes amar os pássaros se os prende em gaiolas? Porque há escravidão? Justamente por causa das prisões não devido à liberdade, isto é liberdade, ser amado e amar, e isto gera a felicidade que é não ter necessidade de coisa alguma, como pode ser feliz alguém que necessita? Que precisa de quem lhe dê dotes financeiros?

 

Como alguém pode amar prendendo as pessoas não podendo ser livre? Amor e liberdade andam juntos e geram felicidade e isto é tudo. As pessoas complicam tudo, pois somaram a isto a necessidade financeira, o casamento e as limitações impostas por ambas às coisas.

 

Eu não tenho medo da supervalorização imposta, que é culpada por tabus sexuais onde há uma supervalorização imposta, substitui a ética verdadeira pelo hímen, é culpada pela supervalorização da mulher, que elas não precisam, nem os homens, pois tem valores em si mesmos, mas precisam ter um casamento rentável para viver a qualquer custo, nem que para isso tenham de teatralizar uma separação, um rompimento com suas vidas simples demais, não enxergam além da vida, absolutamente nada.

 

Eu não espero receber coisa alguma enquanto estiver feliz, pois a felicidade é a gratidão assim com o é o amor, receberei não o que buscar acaso alguém busca um presente para ao receber? Não, um presente é grande porque é uma surpresa, e tudo quanto receber me será uma surpresa, não terei meus pensamentos nisto.

 

Os antigos mestres quando falavam do amor, estas coisas, falaram de forma tão branda, às vezes tão bajulada, que as pessoas defecaram nestes ensinamentos, às vezes por não entender a linguagem sábia. Desde já uso uma linguagem clara, direta, sem supervalorizar de forma imposta, reconhecendo o valor das coisas pelo valor em si, e não pelo valor que as pessoas dizem ter, porque a maioria das pessoas enxerga retorno em tudo.

 

A esta cegueira, esta de o mestre dizer algo e fazer diferente, de coerção dos desejos, ou você mata os desejos de retorno ou apenas viverá de presentes materiais ao invés de felicidade plena com as pessoas. Não importa o nome que deem as relações, elas precisam de lealdade e serviço ao outro, de forma igual, não pelo que se tem, mas pelo que se é tal como essência, porém frases deste tipo não servem.